22 de setembro de 2011

CRP-RJ debate com psicólogos o protocolo de recolhimento compulsório e os abrigos especializados

A convite do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ), psicólogos do município do Rio e região se reuniram no dia 14 de julho para discutir o posicionamento da categoria a respeito do protocolo de recolhimento compulsório de

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crianças e adolescentes em situação de rua adotado pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

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Durante a reunião, foi apresentado diagnóstico feito pelo Conselho sobre abrigos especializados da cidade, a partir da fiscalização em conjunto com o Conselho de Nutricionistas, Conselho de Enfermagem e Conselho de Serviço Social.

Levando em conta a estrutura das Políticas de Saúde (SUS) e de Assistência Social (SUAS) foram apontadas as práticas que são produzidas pelas instituições, contrárias ao que regem tais normativas.

Para a conselheira Vivian de Almeida Fraga (CRP 05/30376), a discussão não pode estar somente atrelada às condições de estrutura do espaço físico e/ou da equipe, mas sim na necessidade de se discutir porque tal proposta de “tratamento” encontra-se atrelada à política de assistência social de forma isolada, quando se sabe da existência de políticas já chanceladas pelo Ministério da Saúde debruçadas para o tratamento de usuários de crack (crianças e adolescentes, inclusive) segundo o decreto número 7.179, da Presidência da República, cujo texto está disponível aqui.

Além disso, esse isolamento produz tecnicamente uma fragilidade muito grande, uma vez que foi possível observar, nas fiscalizações feitas, a falta de um plano terapêutico individualizado, instrumento fundamental para se pensar o desenvolvimento do tratamento. O que foi

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presenciado, no entanto, foi a medicalização como terapêutica de desintoxicação. O Haldol e o Amplictil são os principais psicotrópicos prescritos, e sem dúvida é o caso de clínicas dentro da política de assistência.

A também psicóloga e conselheira do CRP-RJ Ana Carla Souza Silveira da Silva (CRP 05/18427) afirma que as políticas públicas perdem muito com esta atitude da assistência, uma vez que os campos de atuação são forjados dentro de uma ampla discussão com suas bases. Ela aponta que se trata de um retrocesso muito grande, provavelmente produzido por forças políticas descompromissadas com a implementação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e com o Sistema Único de Saúde (SUS).

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22 de setembro de 2011

Na luta contra recolhimentos compulsórios, CRP-RJ e outras entidades debatem com a prefeitura

Segue íntegra de nota publicada no site do CRP-RJ em 18 de julho de 2011.

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No dia 6 de julho, a sede da Fundação da Infância e Adolescência (FIA),no Rio de Janeiro, recebeu reunião extraordinária do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), para discutir a política municipal de assistência social e o “acolhimento” compulsório de crianças e adolescentes em situação de rua no Rio de Janeiro. O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ), que está na luta contra esse tipo de recolhimento e da criminalização de usuários de drogas, participou do debate, que contou com a subsecretária de proteção especial Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio, Mônica Brum.

Além de Mônica, a mesa de debate teve ainda a presença da secretária executiva do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro (Fórum DCA), Mônica Alkmim, e da secretária executiva da Rede Rio Criança, Márcia Gatto,

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além de conselheiros, assistentes sociais e representantes de entidades ligadas à causa. O grupo que participou do encontro marcou novo debate para a próxima quarta-feira, 13 de julho.

O assunto principal debatido foi o “protocolo”, que é como ficou conhecida a atual política de recolhimento compulsório das crianças e adolescentes em situação de rua, principalmente usuários de drogas. A subsecretária tentou convencer os presentes da efetividade do documento. Alguns argumentos que destacavam o possível sucesso do suposto tratamento para a dependência química foram rebatidos por várias pessoas presentes.

Mônica Brum afirmou, ainda, que o espaço Casa Viva, que recebe as crianças e adolescentes em um primeiro momento, tem número suficiente de profissionais, e garantiu que as portas estão abertas para visitas. Entretanto, entidades de defesa dos direitos humanos que visitaram o espaço denunciaram o fato de as crianças e adolescentes não receberem tratamento adequado, conforme preconiza a política nacional de saúde mental e ainda, de estarem privados de liberdade.

Monica Alkmim, por sua vez, criticou o caráter emergencial da atual política de recolhimento e relatou situações extremamente precárias em visitas à Casa Viva, como a falta de treinamento dos poucos funcionários e a completa ausência de atividades culturais e educativas. Ainda segundo ela, as abordagens

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de recolhimento devem visar o “estabelecimento de confiança entre os moradores de rua em vez de causar desconforto ou intimidação”, o que acontece, principalmente, pela presença da polícia nas ações.

A representante do Fórum DCA ainda questionou o protocolo, que segundo ela, vai contra a política nacional voltada à população de rua e fere os direitos constitucionais do cidadão (como pelo fato de a população recolhida estar sendo também compulsoriamente levada a delegacias para averiguação de antecedentes criminais, sem mandato judicial ou flagrante delito), e lamentou não implementação de políticas amplamente discutidas entre governo, conselhos e sociedade civil, lembrando que o protocolo foi debatido apenas pela prefeitura e o Ministério Público.

Seguindo a mesma linha, a secretária executiva da Rede Rio Criança, Márcia Gatto, destacou a falta de uma rede de abrigos e de vagas nos espaços já existentes, além da repressão do governo na

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suposta proteção das crianças e adolescentes, lembrando que a SMAS foi excluída da Rede por violar os direitos das crianças e adolescentes de rua. Outro ponto abordado por Márcia Gatto foi a discriminação preventiva, que propõe impedir a evasão, beirando um confinamento, em vez de focar no objetivo principal, que deveria ser a reinserção do indivíduo na sociedade.

Quando foi aberto espaço para perguntas aos participantes da mesa, vários dos presentes solicitaram à subsecretária de proteção especial da SMAS esclarecimentos sobre assuntos como vagas em abrigos; interação com as secretarias de esportes, cultura, saúde e educação; e principalmente a questão do processo não ter sido encaminhado aos conselhos de assistência e sociedade civil para debate.

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22 de setembro de 2011

Senado discute internação compulsória de usuários

Segue íntegra de matéria publicada na Agência Senado, em 20 de setembro de 2011.

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A reforma psiquiátrica — que desativou manicômios e proibiu que hospitais contratassem novos leitos para tratar doenças mentais — é equivocada, tamb

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ém na opinião de Marcelo Ferreira Caixeta, médico psiquiatra especialista em dependência química A Lei de Drogas (lei 11.343/06) não precisa ser modificada, afirmou o representante da Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, Vladimir Stempliuk. Em sua opinião a legislação é coerente com a política de humanização do atendimento a dependentes químicos, bem como com a Constituição, pois respeita os direitos humanos e as liberdades individuais. Ele disse que a Senad não concorda com punição e internação compulsória por considerar a dependência de drogas doença e não problema de segurança pública. Ele argumentou que o Estado não pode obrigar as pessoas a buscarem tratamento ou modificar a dieta para evitar doenças. Assim, ressaltou,

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a lei vigente prioriza o combate aos grandes grupos criminosos e não a prisão dos usuários. Demóstenes Torres (DEM-GO) explicou que a proposta não tem a finalidade de levar usuários à prisão, mas de dar ao juiz possibilidade de aplicar uma pena, uma vez que a lei atual apresenta apenas meras recomendações. Na avaliação do senador, a lei atual é inconstitucional, uma vez que criminaliza condutas associadas a drogas, mas não prevê punição. O senador ressaltou que as drogas estão diretamente relacionadas ao crime. Assim, observou, a internação e tratamento, mesmo contra a vontade do usuário, são necessários para preservar a saúde e a segurança coletivas. Demóstenes disse ainda estar preocupado que o governo esteja “espalhando mentiras”, difundindo a ideia equivocada de que a proposta vai prender em massa os usuários de drogas. Também a representante da Área de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Maria Cristina Correa Hoffmann, disse que o ministério é contrário à proposta — que considera “um retrocesso” — por abordar tratamento como sinônimo de pena. Para ela, o Estado deve garantir o direito à vida e à saúde ao estimular mudanças no comportamento dos cidadãos e não puni-los. A lei, afirmou, já prevê punição em casos em que houver infração penal. Maria Cristina Hoffmann informou que o governo elabora programa de estratégias para enfrentamento das drogas, com diversos ministérios. Ela disse que as pessoas têm liberdade de escolher sobre sua qualidade de vida e garantiu que a lei em vigor prevê assistência gratuita de saúde. O presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás, Salomão Rodrigues Filho, disse que a proposta de Demóstenes é “um avanço”, pois apresenta alternativa para reduzir problemas gerados pelo consumo de drogas. A maioria dos crimes que vão a júri popular está relacionada ao uso de drogas, disse. Em Goiânia (GO), segundo ele, 61% dos crimes julgados pelo Tribunal do Júri têm ligação com drogas. Salomão Rodrigues sugeriu adoção de pena financeira, proporcional ao patrimônio do usuário. Segundo ele, são os usuários recreativos — consumidores eventuais e que não são dependentes — que sustentam o trafico de drogas. Ele afirmou que o poder público não oferece assistência adequada aos dependentes de drogas, tanto lícitas como ilícitas, o que gera a degradação da sociedade. Para ele, a política de tratamento das doenças mentais adotada pelo Brasil transferiu esses doentes para as penitenciárias. Ele informou que cerca de 60% dos presidiários são pessoas com problemas mentais. A reforma psiquiátrica — que desativou manicômios e proibiu que hospitais contratassem novos leitos para tratar doenças mentais — é equivocada, também na opinião de Marcelo Ferreira Caixeta, médico psiquiatra especialista em dependência química. Ele disse que existem casos em que é preciso internação para evitar que pessoas sem condições causem danos a si ou a pessoas próximas. Os hospitais gerais, disse, não têm estrutura para atender esses doentes. Essa falta de estrutura para atender os dependentes químicos e os doentes mentais, observou, não depende de recursos, mas de melhor gerenciamento. A proposta de Demóstenes é uma esperança para políticas de saúde e segurança, que já se demonstraram catastróficas, disse Marcelo Caixeta.

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21 de setembro de 2011

Repúdio do CRP-RJ ao recolhimento compulsório

Segue íntegra de nota publicada no site do CRP-RJ em 22 de junho de 2011.

O Conselho Regional de Psicologia do Ri

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o de Janeiro vem a público manifestar seu repúdio à Resolução nº 20 da SMAS da PCRJ, de 27 de Maio de 2011, Protocolo do Serviço Especializado em Abordagem Social, visto a mesma ferir direitos fundamentais de crianças

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e adolescentes, conquistados através de intensos debates e disputas, e que asseguraram a condição de sujeitos de direitos para crianças e adolescentes.

Também lamentamos que no desmonte de tais conquistas, haja a participação de autoridades que deveriam auxiliar na sua garantia; que têm como parte de suas atribuições cobrar do poder público a efetivação destes direitos através de políticas sociais, mas que, costumeiramente, tendem a individualizar situações derivadas de problemas sociais e culpabilizar famílias, discurso que vem sendo repetido em suas falas na mídia sobre o tema.

É também nosso desejo externar nosso compromisso com todos aqueles que realmente defendam formas de convivência política em que as questões sociais e de saúde presentes no momento histórico atual, possam ser debatidos pelo conjunto da sociedade, sem medos, intolerância, violência ou opressão.

À comunidade de psicólogos atuantes da cidade do Rio de Janeiro envolvidos de alguma forma com práticas derivadas da citada Resolução, e aos demais interessados no tema, colocamos a disponibilidade do CRP para discussão de questões vinculadas a tais procedimentos. Ressaltamos que a observância e defesa de nosso Código de Ética coloca-se como fundamental para nortear a prática do psicólogo .

Entendemos que com a referida resolução, a Assistência Social do Rio de Janeiro vem se distanciando do SUAS, demitindo-se de suas funções socioassistenciais e posicionando-se como agência policialesca, prestando-se à segregação e aumentando a apartação social que deveria trabalhar para reduzir. O que assistimos hoje é a incorporação da metodologia do choque de ordem pela Secretaria de Assistência Social, colocando em marcha uma política de ordem pública travestida de assistência. O que se revela, desta forma, é a orquestração de todos os órgãos e secretarias do estado para implementação de uma ação higienista de limpeza urbana, rumo ao projeto de cidade global que sediará nos próximos anos os jogos olímpicos e a copa do mundo.

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Os procedimentos vigentes foram deliberados sem a participação do controle social, ignorando-se a Política Municipal de Atendimento às Crianças e Adolescentes em Situação de Rua deliberada pelo CMCDA em 2009 e nunca efetivada. Percebe-se também que as práticas de recolhimento compulsório da PCRJ vão a contrapelo da Política Nacional para a População em Situação de Rua, a situação sendo imensamente agravada pela inadequação dos serviços de acolhimento do município à Tipificação de Serviços Socioassistenciais.

É, portanto, urgente debater esta política que elege a internação como único tratamento possível para a questão do uso prejudicial de drogas; o como se está realizando a indicação clínica de internação; o projeto institucional e funcionamento de abrigos especializados para dependência química; o esclarecimento sobre a dinâmica do recolhimento de adultos, crianças e adolescentes com o uso de força e auxílio policial; a falta de protagonismo de crianças, adolescentes e suas famílias no processo de tratamento; o encaminhamento de adolescentes em situação de rua à DPCA sem flagrante ou mandado judicial; o mesmo encaminhamento de adultos para a delegacia visando “sarqueamento”, entre diversas outras questões advindas de práticas que entram em conflito com o marco legal da Saúde/Saúde Mental, da Assistência Social e da Política para Infância e Adolescência .

Entendemos que as políticas públicas devem proporcionar a crianças e adolescentes o acesso a direitos como saúde, convivência familiar e comunitária, educação, profissionalização, lazer, esporte e cultura, sem que para isto paguem o preço da restrição de seus direitos à dignidade, à liberdade, ao respeito, à autonomia, de participação na elaboração de políticas públicas,devendo-se levar em consideração os modos de existir criados por quem teve de se haver com o histórico desinvestimento e desinteresse do poder público por sua situação.

Desta forma, defendemos a revisão das atuais práticas que objetivam a população em situação de rua, adulta ou infanto-juvenil, visando a garantia dos direitos desta população e de suas famílias, afirmando que em políticas públicas é necessária a construção participativa da sociedade, não havendo espaço para “Salvadores da Pátria”.

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21 de setembro de 2011

CRP-RJ e entidades reunidos para reforçar denúncias contra internação compulsória

Segue notícia do site do CRP-RJ publicada em 8 de julho de 2011.

Reafirmando seu compromisso com os Direitos Hum

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anos, o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) se uniu a diversas outras entidades na luta contra o recolhimento e internação compulsórios de crianças, adolescentes e adultos usuários de drogas. No dia 4 de julho, representantes do Conselho e de entidades como ONGs ligadas à causa e o Conselho Regional de Serviço Social do estado (Cress-RJ) se reuniram na sede do próprio Cress para denúncias e divulgação de ações à imprensa.

No encontro, entidades e membros do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA) denunciaram ações realizadas nas chamadas “crackolândias”, nas quais crianças e adolescentes têm sido recolhidos e levados para “tratamentos” em instituições como o espaço Casa Viva, onde passam por uma situação de confinamento.

Segundo as entidades participantes do Fórum DCA, a Resolução nº 20 da Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura do Rio (SMAS/PCRJ) parte de um protocolo que, em teoria, se baseia em preceitos, objetivos e diretrizes legítimos, mas, na prática, não é o que acontece. O Plano Nacional de Saúde Mental, por exemplo, prevê a redução de danos dos usuários, com elementos opostos à lógica que tem sido aplicada, a do confinamento.

No dia 22 de junho, o CRP-RJ já tinha publicado nota alertando para o fato de o recolhimento compulsório em abordagem social ir contra a Política Nacional para a População

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em Situação de Rua. O texto da nota na íntegra está disponível aqui.

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Crianças e adolescentes recolhidos são, ainda, levados à Delegacia de Proteção à Criança e ao

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Adolescente (DPCA), o que é considerado um grande equívoco. “Isso evidencia o caráter de criminalização, não de cuidado, como esses recolhimentos têm sido tratados”, explicou a psicóloga Daniela Albrecht, colaboradora do CRP-RJ.

A também psicóloga e conselheira do CRP-RJ Vivian Fraga explicou aos jornalistas presentes ao encontro que essas crianças e adolescentes precisam de “cuidado de saúde, e não de atitudes policialescas. Trata-se de uma questão de saúde e efetiva proteção das crianças vitimadas” pelo uso de drogas.

Na reunião da última segunda-feira, as entidades presentes alertaram que a Resolução fere a Constituição Federal (CF) de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, assinada pelo Brasil e por quase todas as nações em 1989 em Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além da situação do recolhimento em si, foi chamada atenção para a questão dos abrigos para a população de rua no município do Rio de Janeiro. Em 14 de novembro de 2010, o CRP-RJ e o Cress-RJ entregaram denúncia sobre a situação da população de rua ao vereador Reimont Santa Bárbara (PT), presidente da Comissão Especial de Acompanhamento de Políticas Públicas para a População Adulta de Rua da Câmara dos Vereadores do Rio (confira a íntegra do texto clicando aqui).

A discussão vai continuar em breve. As entidades articuladas em defesa dos direitos humanos organizarão um evento com mesas redondas e debates nas próximas semanas (a data e o local serão divulgados em alguns dias). O objetivo é receber um grande público e fazer com que o combate ao recolhimento compulsório seja cada vez mais efetivo.

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15 de setembro de 2011

A droga da mídia

Segue íntegra do artigo publicado na edição 47 da Revista Brasileiros.

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A droga da mídia

Antônio Lancetti*

Com honrosas exceções, como a matéria de Eduardo Duarte Zanelato publicada pela revista Época, caderno São Paulo, no dia 27 de março passado e intitulada “Elas tiram as pedras do caminho, a rotina das agentes de saúde que trabalham na cracolândia para convencer os usuários de drogas a se tratarem da dependência”, a mídia tem se dedicado a publicar matérias e programas televisivos sensacionalistas e irresponsáveis a respeito do crack.

Muitas equipes de reportagem acompanharam o trabalho de agentes de saúde, enfermeiros e médicos que conseguem romper o cerco que existe entre esses intocáveis e o resto da sociedade.

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Foram testemunhas da persistência desses trabalhadores do SUS, do conhecimento de histórias de pessoas com vidas difíceis, quando não escabrosas, que são cuidados, que pedem ajuda. Mas não deram uma linha a respeito.

Esses repórteres conheceram homens, mulheres, jovens e crianças que deram um curso inesperado a suas vidas, e estão sendo atendidos pelas equipes de saúde da família ou pelos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS Álcool e Drogas e Infantil da Sé, mas preferem divulgar a ideia de que, se você fumar uma pedra de crack, nunca mais se livrará dela, que a pedra custa cinco reais e que por dois reais você pode adquirir outra destilada com querosene ou gasolina chamada oxi. E dá o endereço: Rua Dino Bueno com Helvetia ou seu entorno chamado “cracolândia paulistana”.

Depois da carga midiática, a população flutuante que frequenta a região dos Campos Elíseos e adjacências aumentou significativamente. Se durante a semana há centenas de pessoas nas ruas usando crack, durante o fim de semana são milhares. É só conferir.

Em 1979, Gilles Deleuze produziu um texto luminoso que começa afirmando: “Está claro que não se sabe o que fazer com a droga (mesmo com os drogados), porém não se sabe melhor como falar dela” (Duas Questões, in SaúdeLoucura 3, Hucitec, São Paulo, 1991). Hoje, em 2011, também não sabemos o que fazer com a droga, temos muitas dificuldades para cuidar dos drogados e não sabemos, ou sabemos muito mal falar dela.

Quando alguém se candidata a tratar, cuidar ou, ilusoriamente, salvar essas pessoas, passa a fazer parte de um conjunto-droga: produção, distribuição, consumo, repressão, tratamento… Ser cuidador dessas pessoas requer adentrar em um território complexo, controverso e fascinante.

De que serve o consultório se eles não vão às consultas? Ou as unidades de saúde que abrem às 7 horas da manhã, se a vida nas bocadas invade a madrugada?

Em São Paulo, os profissionais do Sistema Único de Saúde conseguem se vincular com essas pessoas, baseados na práxis do cuidado, na posição ética de defensores da vida e de promotores de cidadania. Mas esses profissionais enfrentam inúmeros obstáculos.

Quanto custa conhecer a biografia de um “noia”? Conseguir que a pessoa tire seus documentos e adira ao tratamento de sua tuberculose, sífilis ou AIDS? Ainda mais quando chegam os guardas municipais, com seus famosos rapas e deixam essas pessoas sem documento e sem remédios. O afeto dos agentes de saúde colide com o gás de pimenta da GCM Guarda Civil Metropolitana, a truculência da Polícia Militar, a falta de vagas em abrigos, a ausência de locais atrativos para homens e mulheres como um dia foi o Boraceia.

Na edição 56 da revista Piauí, Roberto Pompeu de Toledo, em “Crianças do Crack”, mostrou detalhes da vida de alguns jovens e algumas crianças e o impasse sistemático da metodologia do Serviço de Atenção Integral ao Dependente (SAID), hospital psiquiátrico conveniado com a Prefeitura de São Paulo e que importa um pacote de tratamento norte-americano.

Os meninos e meninas magistralmente descritos nessa matéria lá estão, em sua grande maioria graças ao vínculo de confiança conquistado pelos agentes de saúde, médicos e enfermeiros do Projeto Centro Legal e do Programa de Saúde da Família do Centro da Cidade de São Paulo. Porém, uma vez lá internados, nessa e em outras clínicas, eles perdem o contato com seus cuidadores. A metodologia centrada exclusivamente na internação hospitalar não se relaciona com os universos onde as pessoas vivem e por isso os processos terapêuticos ficam truncados.

É preciso repetir incansavelmente: não é possível enfrentar de modo simplificado problemas de tamanha complexidade.

Não é verdade que se você experimenta uma vez uma pedra de crack se tornará um viciado, essa ideia só funciona como alma do negócio.

Não é verdade que a internação seja “a solução” para o tratamento dos drogados, se assim fosse não haveria nas clínicas pessoas com 30, 40 ou 50 internações.

Também não é verdade que os verdadeiros toxicômanos mudem com qualquer metodologia clínica conhecida.

É preciso ter condições sociais, relacionais, biológicas e institucionais para se transformar em um verdadeiro toxicômano.

Mas cocaína e crack são absolutamente funcionais a uma sociedade que funciona por falta. O efeito fundamental dessas drogas é o da fissura, da falta de drogas e é disso que as pessoas se tornam adictos: da falta do produto e do produto que produz quimicamente falta.

E assim como a sociedade capitalista vive da produção de falta, a mídia vive da produção de notícia ruim. Os espectadores e leitores, transformados em voyeurs, consomem horas de TV e páginas de jornais e revistas.

Mas a formação do caráter do cuidador ensina ao mesmo tempo nunca cantar vitória e procurar os pontos e linhas de vida em qualquer experiência. Vemos que nem tudo está perdido. Enquanto termino de redigir estas linhas, leio na Folha de S.Paulo a entrevista de Paulina Duarte, Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, sob o título “Falar que o País vive epidemia de crack é grande bobagem”, no qual pode se apreciar serenidade e seriedade.

Mais além de começar a desmontar essas ideias alarmistas e que incitam ao consumo, a mídia poderia se questionar a respeito da eficácia de sua ação e divulgar com maior cuidado os resultados positivos do trabalho de tratamento dos CAPS – Álcool e Drogas, dos consultórios de rua, da equipes de redutores de danos, dos atendimentos de urgência em hospitais e pronto socorros, etc.

O trabalho das equipes de Saúde da Família do Centro da Cidade de São Paulo precisa ser estudado. Elas são a porta de entrada para um mundo quase impenetrável e se pudessem atuar de modo integrado, sem dúvida, teriam maior eficácia. Nunca esquecendo de que o problema das drogas não é de exclusiva competência da saúde.

As manobras e propagandas contra as drogas só promovem exclusão e incitação ao uso. E por outro lado, como afirmou um enfermeiro que atua na região, a cracolândia é o lugar mais democrático da cidade, ali qualquer um é aceito.

Divulgando cada passo positivo, valorizando o trabalho desses cuidadores, a mídia provavelmente não faria bons negócios, mas contribuiria para uma das mais preciosas tarefas da construção da democracia: a de tratar como cidadãos os nossos piores congêneres.

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*Antônio Lancetti é psicanalista, autor de Clínica Peripatética (Editora Hucitec). Morador do bairro Campos Elíseos, em São Paulo, próximo à cracolândia.

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